El silencio...




Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ,ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma,
emerges de las cosas llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza.
Déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

( Pablo Neruda)

As vezes , sem nenhuma palavra conseguimos entender o silêncio, num simples olhar  ou num toque sentimos as palavras tocando nosso ouvindo, sem fazer barulho. É de arrepiar.
Mas e quando o silêncio nos deixa perdidos, sem respostas, aquele silêncio que vem lá de longe, sem fazer barulho e sem respostas?
É difícil, e faz com que nossos pensamentos voem longe também. E o pensar é uma coisa perigosa, pois nos faz imaginar situações tenebrosas. E esse é o pior silencio.
"Gosto quando te calas, pois estás como ausente". Talvez, devesse discordar de Neruda nesses versos ou não. Depende do ponto de vista. Se o silêncio vem junto com um olhar, meritos ao poetas, mas se vem com a ausência, que grita, teria que discordar e complementar com Martha Medeiros:

"O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem."






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